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Sobre o Parque

Histórico

O Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD), localizado nas coordenadas 22º 27’ a 22º 40’ de latitude S e 52º 10’ a 52º 22’ de longitude W. É uma área Floresta Estacional Semidecidual (Mata Atlântica de Interior) com grande diversidade de espécies, cuja melhor representação é o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus), que aí encontra refúgio para a sua maior população livre.

Foi criado em 1941 como reserva, passando a parque em 1986, tem 33.845,33ha e preserva uma das últimas áreas de floresta de planalto do país, com ecossistemas ainda originais da região. A própria História do parque, intrincada com as antigas reduções guaranis e de outros povos da floresta que habitavam a região, mesclada aos conflitos entre estes e a inexorável civilização branca, a qual presencia a ocupação do território da maneira mais irracional possível e imaginável e que faz valer a misteriosa alcunha ganha em algum tempo remoto, faz do Parque Estadual do Morro do Diabo algo espetacular e maravilhoso.

O clima de região é do tipo fundamental CWA, ou seja, clima seco, verão quente e úmido e macrotérmico subtropical. O regime de chuvas da região é presidido pelo relevo e pela predominância das massas de ar. No verão, aflui a massa equatorial continental quente, úmida e muito instável, que acarreta chuvas intensas e freqüentes. No inverno, a região é invadida pelas massas tropical atlântica e equatorial atlântica, secas e instáveis, produzindo um período seco bem definido. A pluviosidade apresenta valores entre 1.100 mm e 1.300 mm anuais. As temperaturas oscilam entre 13°C (maio a agosto) e 32°C (janeiro a março). A temperatura média anual da região é de 21°C.

Sobre o Parque

O Parque Estadual Morro do Diabo foi criado em 1941 como uma reserva, tornando-se parque apenas em 1986, com o objetivo de preservar uma das últimas áreas de floresta de planalto do país. É uma das áreas núcleos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira.

A unidade abriga uma das quatro áreas de proteção com mais de 10.000 hectares de Floresta Tropical Estacional Semidecidual, que originalmente cobria parte dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

O bom estado de conservação de sua área de quase 34.000 hectares de Mata Atlântica de Interior permite a ocorrência de importantes espécies de fauna, inclusive algumas ameaçadas de extinção, como anta, queixada, bugio, puma e onça-pintada, além de uma das espécies de primata mais ameaçada do mundo, o mico-leão-preto, que encontra no Parque refúgio para a sua maior população livre. Estima-se que no Parque haja cerca de 1.200 indivíduos dessa espécie. Com relação à flora, o Parque abriga a maior reserva peroba-rosa, espécie importante para trabalhos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas.